sábado, 8 de outubro de 2011

Porque muitos fracassam em correr uma maratona

Corredores inexperientes de maratonas frequentemente sofrem fadiga severa algum tempo depois de 30km. Tão forte é o impulso para parar de correr que este fenômeno tem sido chamado de “ romper a parede”. Sua explicação é relativamente simples: neste ponto, reservas de glicogênio muscular estão totalmente depletadas.

O outro único substrato disponível é o ácido graxo no sangue, mas esse apenas pode ser utilizado numa taxa que forneça cerca da metade da energia por minuto, em comparação à taxa fornecida pelo glicogênio. O resultado é que o ritmo deve diminuir para cerca de 50% do que vinha sendo para muitos corredores de maratona que não são de elite ( isto é,os que fazem um km a cada 6 minutos), é cerca de 1km em 10 minutos – não mais que um passo de caminhada!

Isso enfatiza a importância dos mecanismo para aumentar o conteúdo de glicogênio muscular antes do evento.Esses incluem uma dieta  adequada nos dias  que precedem a maratona,uma redução no tempo e intensidade de treinamento e um aquecimento satisfatório,para evitar  o metabolismo anaeróbio no início da corrida,mantendo,se possível,um ritmo constante e o consumo de bebidas que contenham carboidratos durante o evento.

Treinar para uma maratona é um ato de fé.

Correr uma maratona é um ato de coragem.

Com fé e coragem, pessoas comuns podem fazer grandes coisas.

Randy Essex


Texto de Ailton Zulu
Bibliografia : Martin,D.E and Coe, P.N (1991). Training Distance Runners. Human kinetic Publisher, Champaing,IL
Ciência do Treinamento  e desempenho – Eric Newsholme, Tony Leech, Glenda Duester
Agradeço minha filha Gabriela por ter digitado o texto.

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